domingo, 14 de junho de 2009

E se não der certo?

Quem nunca perguntou isso a si mesmo no momento de encarar um desafio?
A perspectiva do erro, da decepção sempre precede a perspectiva do sucesso.
Vos digo sem sombra de dúvida: não existe felicidade sem conquista e não existe conquista sem risco.
E digo mais: quanto maior o risco, maior a satisfação posterior.
Não deixe de tentar o concurso mais difícil...
Não deixe de ir ao seu show preferido...
Não deixe pra sentir depois o que você pode sentir agora...
Nada irá dar errado. O errado é apenas uma maneira de enxergar um outro lado. Difícil de acreditar e de perceber isso apenas lendo, mas fácil de acreditar vendo o tempo passar.
Já foi dito por um grande poeta "que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure" (Vinícius de Moraes).
Por isso, não pensemos se vai dar certo ou não. Apenas façamos.
O tempo nos mostrará de qual jeito que deu certo; se do que a gente queria ou de outro que a gente não esperava.
E das duas formas podemos ser felizes; afinal, a felicidade das coisas inesperadas e das surpresas que a vida nos traz tem a mesma capacidade daquela que sentimos ao chegar a uma grande conquista.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Let´s dance to enjoy and celebrate

Celebrar a vida... Enjoy it, não existe uma tradução perfeita para essa expressão.
Quando os sentimentos extravasam pelos olhos ou mesmo quando aquele aperto parece que não vai passar, nem sempre o planejado sai como esperado mas ai é só mais uma chance pra se enxergar o outro lado.
Mas afinal, que lado é esse? E nós estamos aonde nessa situação, no meio? “ Litlle girl you are in the middle of the ride and everything is gonna be allright…”
Um dia roubaremos livros e a morte contará a história de como não conseguia nos achar em meio a nossa criatividade, ou talvez haverá o momento certo de seguirmos o nosso coelho branco com um relógio na mão e sempre dizendo que está atrasado.
E ai, o que realmente importa? O que marca a nossa passagem nessa vida? São os pequenos, os grandes momentos ou um conjunto de tudo?
Um dia eu conheci um guri, foi meio que de relance mas ele parece tão feliz naquela vida que ele levava. Ele literalmente brilhava, e o mais interessante dessa história é que todos à sua voltam sabiam e admitiam isso.
Era como se ele fosse uma fonte de energia inesgotável. Foi ai que ele se apaixonou. E como tudo nele era luz, começou a dividi - lá com a pessoa que ele amava. Coitadinho,mal sabia que sua “bateria” levaria anos até se recuperar por completo.
E foi assim, dia após dia, vivendo de um sentimento doentio que consumia mais e mais a sua luz. Até que a coragem tomou conta do que restava de energia e ele resolveu se libertar. Mas como ele sofreu. Doía vê-lo daquele jeito, não existia mais brilho.
Seus olhos eram um mar tão profundo de solidão que era possível ouvir o eco dos seus desejos, que nesse ponto já não eram mais lúcidos. Tentos agarrar-se a muitos objetivos, mas de nada adiantou, tudo era levado pelo vento.
Via a sua juventude ir embora diante dos seus olhos. Os sonhos baterem na sua porta, mas de tão distante que estava jamais os ouvia. Então numa noite desigual ele encontrou um motivo pra voltar a sonhar.
Não era nada, nem ninguém. Era só isso que conseguia dizer. O brilho aos poucos voltava a seus olhos e começou a chamar a atenção dos que estavam ao seu redor.
Felizes daqueles que presenciam esses momentos.
Incrível como a vida leva e traz àquilo que realmente nos pertence. Pode parecer clichê isso tudo, mas no final das contas é uma história que se repete para todos de um jeito muito semelhante.
Acho que ai entra a expressão “enjoy it”. Enjoy your family, enjoy your friends and enjoy the Love, because this is the Best and pure thing that ever exist.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

ARQUITETURA NO ESPAÇO

A arquitetura é uma arte criadora de estímulos imprevisíveis, satisfazendo necessidades e despertando novas idéias. Não são apenas formas, cores e texturas, mas sim um reflexo do contexto no qual está inserida. É um modo de vida onde se cria uma interação muito intensa, capaz de desenvolver a sensibilidade e estimular a criatividade.
É preciso entender o movimento no seu entorno, as forças que geram harmonia e perceber o limite entre o espaço e a instabilidade do corpo humano.
A interação entre o publico e o privado, a racionalização dos espaços enclausurados e o medo que se torna cada vez mais solidificado em muralhas e ‘paredões’ representa o primeiro passo para estabelecer novos padrões e despertar vislumbres construtivos em um mar de criatividade.
O arquiteto busca condições para criar uma nova história, mas é preciso encontrar a relação corpo/mente e os espaços nas cidades. Torna-se prioridade interagir com seus usuários e permitir que sua construção seja ininterrupta, buscando ambientes mutáveis de acordo com as necessidades do cotidiano.
Afinal a cidade é muito mais do que os olhos podem ver, é cada instante, um misto de percepção visual e auditiva, um cenário ou apenas algo esperando para ser vivenciado. Nada está isolado, é um pequeno detalhe em meio ao todo que interage com nossas lembranças e sensações.
As pessoas e as suas atividades tornam-se os elementos móveis, tão essenciais quanto à arquitetura. Não somos meros observadores, mas sim parte importante desse contexto. A imagem da cidade é uma combinação de todos os nossos sentidos, mas na maioria das vezes nossa percepção é ainda muito parcial.
Retornamos para o real significado da permanência em um lugar, a importância em ter o prazer de se sentir em casa, mesmo no âmbito público. Exercitar a utopia fecundando o espaço público e o privado em um legítimo e inventivo objeto de estudo tanto para a arquitetura contemporânea quanto para a sociedade que dela desfruta.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

E com o inverno...

E mesmo sabendo que isso a faria viver as lembranças mais controversas ainda resistia ao desejo de apagar tudo de sua alma. Por vezes acreditou que fraquejara, mas não apenas ignorara o fato de que precisava arrancar as raízes que estavam cada vez mais fortes e profundas em meio à fertilidade desse sentimento.
Quem poderia sequer acreditar que chegaria a hora de implorar por tudo isso se perder no ar. Ansiar pelo silêncio total da mente, e até quem sabe o breu pudesse tomar conta e guiar, na escuridão, um novo rumo.
O olhar borrado com o lápis preto revela aquilo que esconde de si mesma, fortemente resiste ao que parece ser inevitável. Inútil correr, fugir e se esconder, embora estivesse presa sem poder nada fazer. Mãos e pés atados, a voz era apenas gritos mudos. Sua mente jamais ficava vazia, mesmo este sendo seu exercício mais constante.
Como poder explicar. O tempo fora ingrato demais, jamais a ouvira. Passara-se um ciclo completo em apenas alguns dias: amor, paz, desafeto, tristeza, solidão e conformismo.
Não era possível entender o porquê diante de todos os elogios. Havia apenas boas frases ao seu respeito, admiração pela garota que era cheia de vida.
Desperdiçava seu tempo em longos devaneios sobre o sentido de tudo ao seu redor. Era difícil aceitar que fora colocada de lado, de peça principal nem passara à coadjuvante.
Será que fora esquecida? Disso tinha certeza que não. Sabia que a sua presença fazia a diferença, mesmo por menor que fosse a sua influência.
Em um sonho, no seu sonho, vira aquilo que o seu consciente buscava ignorar a todo instante. O calor que preenchera o seu peito, uma onda tão poderosa e desconhecida até aquele momento.
Foi em meio a um suspiro de esperança que despertou do seu censurado anseio. Fora o bastante para que aquelas gotículas ganhassem vida e rolassem pelo contorno de seu rosto. Foi no brilho mais intenso, que revelou uma mistura de esperança e desapontamento, no olhar inocente de quem descobriu o primeiro amor.
Pensava ser tarde demais, já tinha se dado como vencida e abandonado a luta. Foi ao fundo, num fole que ganhou sua atenção, virou-se repentinamente e viu o que procurava. Em meio a um baralho de cartas, cheio de valetes e damas, fora a rainha escolhida. Muito mais que o esperado, seu coração que palpitava em sinfonia acelerada formando uma melodia em meio a suspiros e soluços.
A noite estava clara, resultado de dias decorrentes de chuvas de verão. Deixaria essa estação para trás e com ela, finalmente, esse ciclo vicioso se perderia com o tempo. O inverno sempre a trouxera uma renovação, era o inicio de uma nova etapa que desencadearia da frieza da água até chegar novamente, embora fortificada, ao calor intenso de uma tarde de verão.

terça-feira, 10 de março de 2009

É assim...

E é assim, muito mais que lutar
E mais ainda, é sempre acreditar
Enxergar mais além
Mesmo que haja as nuvens à frente
Ou quando a escuridão nos sega
Estará sempre no alcance das mãos
Porque é assim que deve ser
Porque é assim que queremos que seja

O dia perfeito jamais chegará
A felicidade não está lá longe em algum lugar
O momento é agora
E essa chance jamais se repetirá

Se eu te contar um segredo é provável que tudo mude
Mas encontrar a felicidade é mais fácil assim
Valorizar o que temos ao redor
E agradecer por estarmos aqui
O que vale é seguir sempre ao lado de quem te faz sorrir
Se os amigos nos estendem a mão
Basta confiar no seu coração
É muito mais que um sim ou um não
Estão aqui para sempre
Não importa a situação

Agora quem escolhe o caminho é você
Não importa como ou quando
Um dia chega à encruzilhada
No certo ou duvidoso é preciso seguir
Sempre buscando pelo melhor
Nunca pedindo sem agradecer
Esperando tudo de peito aberto
E assim a vida começa a evoluir...

quinta-feira, 5 de março de 2009

A todo o momento, em qualquer parte do mundo, alguma coisa está acontecendo. A vida, nas suas formas mais variadas esta transformando nem que seja um olhar, um pensamento ou até uma atitude.
Tudo é variavelmente mutável. Não existe um caminho certo a seguir e sim um modo diferente de julgar cada situação. O que hoje pode parecer irreversível, amanhã se torna tema de uma história na roda de chimarrão.
A vida é assim, um movimento altera tudo ao nosso redor. É um todo sempre interligado. É chegar num mesmo lugar e enxergar algo diferente, descobrir um novo estímulo. O banal deixa espaço para a expectativa, a dúvida e o prazer da conquista em cada passo.
O desconhecido que é sempre tão temido, embora o seu encanto nos leve a loucura. Julgamos a facilidade uma qualidade entretanto nos apegamos bem mais aos desafios, eles nos envolvem nessa bolha de sedução e pânico, levam toda a lucidez e liberam a loucura.
É como se nos tirasse a visão por completo. Todo o obvio é substituído por aquilo que os olhos não nos permitem enxergar.
Um mundo novo, ali escondido nas entrelinhas de cada onda que vibra no universo, nos revelando o que o antes fora ignorado.
E com isso vêm as mudanças. O estereótipo deixa de ser primordial e os valores aparecem. E assim cada peça vai seguindo, involuntariamente para o seu destino. Levando o tempo real e não as horas convencionais, tudo flui em harmonia.
Até o momento em que julgamos estar preparados e protegidos das tentações superficiais. A luz nos é devolvida e nesse instante aquilo que moveu cada mínima emoção, se perde no vazio do olhar.
O julgamento entra na sala e tudo para por um instante. O som, o cheiro e o calor deixam de ser importantes. O reflexo da alma esta longe e apenas aquela fantasia os atraia.
O falso e o improvável.
As pessoas sempre mudam a noite. O silencio da escuridão refletido pelo brilho das estrelas, as guiam para o seu verdadeiro ser. Os valores aparecem.
Mas a luz, apesar de reveladora, as provoca incertezas e muitos buscam nas mascaras a solução.
Engano, um dia tudo se vai novamente e o que sobrará? Apenas os valores que cada um carregara dentro de si.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O Ilixir da Vida

Naquela manhã chorara todas as lagrimas antes mesmo de ter aberto seus olhos. Desejara apenas um dia para deixar de acreditar, apenas 24 horas para se jogar no poço do desespero.
Não queria ser forte naquele instante, precisava chorar e sofrer. Caíra sobre seus joelhos na tentativa de aceitar a imagem que se materializava diante de seus olhos: era só uma alma destruída. Abandonaria seus pedaços no decorrer daquele dia. Era peso demais, esforço demais carrega – lá daquela maneira .
Desistira de acreditar. Já não era mais a mesma. Cabelo solto, tatuagem, blusa apertada e maquiagem. Nunca fora assim. Em vez das cores e do brilho, o preto estampava o pesar de sua solidão.
Afinal o que marca o nosso tempo aqui? Será que apenas uma vida pode realmente ter impacto no mundo? As escolhas que fazemos importam?
Às vezes para mover-se adiante, você precisa voltar...
Era simplesmente uma garota com uma imaginação gritante e um mundo desconhecido ao seu redor. Via muito além do comum, isso a fazia diferente.
Entretanto, não conseguia se enxergar. Era invisível aos seus olhos e se conformara que os outros não a viam da também.
Buscava por um modo de ser aceita. Na verdade, precisava se encaixar na grandeza de um mundo que ela não acreditava pertencer, embora sorrisse sempre para o desafio e corresse de mãos dadas com a vitória. Os ventos sempre sopraram a seu favor, afim de contraria a sua descrença .
Foi então, que em um verão qualquer, a arrogância pediu carona e a garota ingênua se deixou levar pelas histórias grandiosas de sua nova amiga. Mal sabia que estava trilhando um rumo perigoso.
Enquanto a foi útil, a arrogância fez do mundo da garota, antes real e estável, um castelo de areia. A ilusão era uma visita constante e os bons ventos, esquecidos, acabaram por irem embora. Castelos de areia ao vento acabam por se arruinar na brisa do tempo.
A garota perdeu tudo que jamais tivera.
Você já se perguntou o que marca o nosso tempo aqui? Se uma vida pode realmente ter um impacto no mundo? Ou se as escolhas que fazemos importam?
Agora eu acredito que sim. E acredito que um homem pode mudar muitas vidas...
para o melhor, ou para o pior.
E em meio a todo desespero do abandono, caiu tão fundo que só a escuridão lhe fizera companhia. Com o sangue visível em suas mãos cansadas, de inutilmente tentar escapar, tocou algo que se transformou em dois caminhos.
Duas escolhas, para apenas um destino.
Escolhera o que a levaria de volta ao mundo que conhecera ainda criança. Prometera a si mesma fazer deste um lugar ao qual se sentia bem e feliz.
Como em um filme de terror, o susto a acordara de seu pior pesadelo. E a alma despedaçada nunca haveria de recompor, uma vez que estivera sempre intacta no seu devido lugar.